Sentado, ereto, a esperar
o clique do fotógrafo, ele
o clique do fotógrafo, ele
afirma o sorriso de inexistir,
diante de si, nada de novo.
diante de si, nada de novo.
Mesmo asfixiado em fumaça
de passado e em pose honesta
de vencedor, o semblante
não se corrompe de nostalgia.
Diante da máquina, o ancião
aguardou o fotógrafo, no afã
aguardou o fotógrafo, no afã
da técnica, fazê-lo sair bem
na inédita obra de arte.
JN. Dantas de Sousa

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