Poema agora (Dantas de Sousa) - poema

Meia-noite. A hora não para.
O agora é menos que o piscar
do vaga-lume no quarto.
Vele por mim, madrugada,
amarga mãe da solidão
me acalente neste poema agora.

Grave no olhar, fere-me o luar.
No infinito, pisca a estrela.
Vê-la perto mais quero.

Peco na ilusão da imaginação,
apresso-me no ilusório passo,
amasso o lençol de enfado.

Renasço na lúbrica voz da gata,

convida-me a passear na noite,
como eu saía à busca de ilusão.
Paixão, que me mostre sua cara

nesta estrada do agora. Vestida  
em sua abominável mortalha. 

JN. Dantas de Sousa

Texto literário de Dantas de Sousa - conto

Texto literário de Dantas de Sousa - crônica

Texto literário de Dantas de Sousa - poema

Literatura do Folclore: Conto

Literatura do Folclore: Ditado e Provérbio

Literatura do Folclore: Qual o cúmulo de...