Devaneio (Dantas de Sousa) - poema



Ébrio de amor,
em devaneio,
respira saudade 
de quem se foi.

Entre lençóis
na cama de casal
ébrio de arrependimento
agoniza-o.
 
No sonhar de olhos abertos, 
ao longe vê a amada a bailar
bolero com alguém. Até ele
dança no quarto de dormir.

JN. Dantas de Sousa

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.