Ébrio de amor,
em devaneio,
respira saudade
respira saudade
de quem se foi.
Entre lençóis
na cama de
casal
ébrio de arrependimento
agoniza-o.
ébrio de arrependimento
agoniza-o.
No sonhar de olhos abertos,
ao longe vê a amada a bailar
bolero com alguém. Até ele
dança no quarto
de dormir.
JN. Dantas de Sousa
