Mãos (Dantas de Sousa) - poema

Em qualquer aperto de mãos,
há encontro de duas almas
na sobrevivência da espécie.

As mãos também se beijam
como entre lábios sedentos
a amizade mais que fraterna.

Em nossa busca de desejos,
as mãos unidas destroem
impuro muro de competição.

JN. Dantas de Sousa

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