Na noite que me veste
a lua cheia, desaparece
da lua a saudade de outrora.
Não sei o que me espera
nem quem espero me vem.
Entre o que vai e o que vem,
que cortina incógnita detém
a brisa do meu pensamento?
Não sei quem me chama
nem quem a me chamar vem.
Atropela-me, coração inflado.
Mais triste do que desejar ser
é sentir o desejo de nunca ser.
Não sei quem me afagará
nem quem me magoar vem.
JN. Dantas de Sousa
