Quando a noite a mim reclama
o instante do nosso encontro,
encontro desvalido um nome
sobre a toalha no verso pronto.
Deixo para trás, bem rápido,
tal gavião rasante para a caça.
De repente, a alma se acende
para pedir uma balada eu cante.
Minha voz é lamentoso afago,
e de meus peitos se alevanta
- melopeia de estrela de desejo
à espera da amante o ensejo.
O que encontrei, se encontrei,
nesta eternidade de esperança,
são prazeres de insone amante
nesta eternidade de esperança,
são prazeres de insone amante
no amanhã insignificante.
JN. Dantas de Sousa

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.