Inabalável Justo (Dantas de Sousa) - crônica

Sabedoria se observa no homem que se casa e se torna digno de sê-lo chamado de justo. Ele, na verdade, confia em Deus. Espera e se sente protegido pelo autor da vida. Da sua boca, expressa ele graças a Deus. Devido a isso, amigos chegaram a lhe debochar. Mas ele sempre resistiu aos hipócritas.

Um dia, ele encontrou uma adolescente a florir-se da primavera matrimonial. Namoraram, noivaram e casaram-se. Seguiram a tradição. Enfrentaram a poderosa tentação carnal. A coroação se deu no dia solene do Matrimônio. Cumpriram o preceito divino de serem eles dois uma só carne. Prometeram serem fiéis um ao outro até a morte. E, assim, trouxeram à vida seres humanos saudáveis: quatro filhos, três homens e uma mulher.

Ele, até a morte, tratou a esposa com carinho, dedicação, através de palavras e ações. Todo seu suor se dirigia para o sustento e o bem-estar da família. O objetivo familiar realçava o zelo dele para sedimentar, no seu lar, valores humanos, prática religiosa, conservação dos dons do espírito, eternização do Bem e do Reino de Deus. Como notável conservador, primava em obedecer a Deus e a educar a família conforme ensinamentos dos antecedentes. Além disso, incentivou a defender a propriedade privada e a defesa da nacionalidade. Lutou a favor da liberdade. Fiel ao catolicismo, dedicou-se a anunciar os ensinamentos de Jesus Cristo e a propagar o grande mistério da Santíssima Trindade.

Ele foi chamado, pelos quatro filhos, de papai. Para ele, pai é só um: Pai Eterno. A ele e à sua companheira, bastavam-lhes o carinhoso papai e mamãe. Ensinaram aos filhos obediência a Deus e aos pais. Também lhes dirigiram normas de boa convivência com os outros. Participaram da vida escolar dos filhos e incentivaram-nos a não se desviarem do caminho do Bem e repelirem tudo o que se leva ao caminho do Mal e das armadilhas e insídias do maligno.

Deixou ele o seu diário, que o entregou, antes de morrer, a um dos seus filhos. Esse filho, um caro amigo meu, deu-me para lê-lo. Após leitura de todo o texto, incentivei-me a escrever esta crônica. 

Em certo momento da leitura, deparei-me com a afirmação: sou idoso. Prosseguindo, ele afirmou que, desde jovem, seguiu a trajetória dos justos. Observou ações de quem temia a Deus e de quem não O temia. Admirou-se de quem aprende e pratica às leis humanas e de quem desobedecem a elas. 

Ao final do diário, expôs: todo aquele que é exemplo de sabedoria transmite a futuras gerações ser exemplo de justo construtor de família. De justo que não se sentiu abandonado por Deus nem presenciou seus filhos a mendigarem o pão.

        JN. Dantas de Sousa

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