Existem a.C e d.C? (Dantas de Sousa) - crônica

Pode-se e deve discorrer sobre qualquer assunto. Não impor a outro o que se quer; melhor o outro saber o que quer. Afinal, comunicação há sem limite, porque se destina ao universal.

Em rede social, está o leitor agora, entre milhões de internautas. Visualiza: d. C.

Existe d. C.? - ele indaga pra si mesmo. 

Para ele, parece-lhe ser invencionice, ou lugar-comum, ou baixaria, tais como: trans, anti, homo, fobia... E a lista da linguagem que sai dele é extensa. 

Sem o internauta saber, o d. C. persevera no tempo cronológico. Imagina quem diz não haver d.C. porque fulano intelectual afirmou. Isso é querer com treva esconder a luz. 

Assim, vive-se carência tanto de visão física quanto metafísica. Daí vem  escassa sedução a iluminar a essência do ser. Daí vem a falta de fortaleza a revestir cada ser humano. Destarte, a.C. e d.C. permanece, de geração a geração, tanto na arte quanto na ciência, ao ponto de não conseguirem erradicá-los.

Nesta crônica, desfila-se no carro alegórico da Filosofia a conservação do a.C. d.C. Em enredo conservador, de geração a geração. 

JN. Dantas de Sousa

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